Em certos momentos da vida precisamos de alguém que nos conheça realmente, que
decifre nossos olhares, esteja apto a compartilhar momentos e desabafos sejam
eles bons ou ruins, que nos beije, nos abrace confortavelmente e que no final
dirá que está tudo bem. Para umas é fácil ser namorada. Para outras é
simplesmente visto como uma arte abstrata sendo contemplada por muitos e bem
interpretada por poucos. Sim, ser namorada é fácil, a questão é saber ser
namorada.
Da série descobri namorando, percebi como ser surpreendida é bom. Ganhar presentinhos, bombons e flores sem data ou motivo específico. Não só no quesito de ganhar presentes mas também de acordar com um ‘bom dia amor, te amo’ (ah! Como faz diferença!), o quanto é prazeroso sair juntinho e dar as mãos, ir ao cinema e beijar mais do que prestar atenção no filme (risos), ver que tem coisas que somente ele faz por você, como nos perdoar mesmo quando estamos sem razão e ainda nos olhar fixamente, sorrir e esquecer tudo como se nada tivesse acontecido. Descobri também que o namoro não é feito apenas de rosas e bombons, mas ainda de brigas.
Brigas: Ação ou
efeito de se “explodir” e ter que dar satisfações, pois é, as crises de ciúmes
são um dos principais fatores de uma briga, sendo ela imutável, com tratamento,
porém, sem cura. E para aquelas que tem um namorado ciumento como eu sabe muito
bem do que estou falando. Sim, é a parte chata do namoro. Não importa o que aconteça,
um dos dois sempre sairá chateado após uma DR daquelas. Considerando o caso à parte
da série tpm, o lado chato de ser mulher
(onde implicamos com tudo e mais um pouco e as vezes acabamos descontando nele),
todos sabemos que não é mais do que dever do boy ser compreensível, e nessas
horas precisamos não só de um chocolate como também de uns mimosinhos.

Nós namoradas somos como um “remédio”, passamos pelos sintomas, indicações, contra indicações e efeitos colaterais para não deixar o namoro, no caso o “paciente”, adoecer. Há aquelas que namoram a muito ou pouco tempo, as que tiveram muitos ou poucos namorados, e as de primeira viagem, como eu. Por um lado a experiência conta, mas, por outro, somos de fato todas de primeira viagem porque o namoro nos testa fazendo-nos viver em constante aprendizagem, buscar evoluir e amadurecer de todas as formas, não brigar pelos mesmos motivos e tentar ver os dois lados sem tirar conclusões precipitadas, visando não apenas a arte de ser namorada como também a arte de namorar, amando quem te ama sem hesitar.
Evelyn Gomes de Oliveira

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